Que é feito do nosso sonho?!
CRÓNICAS DO NORDESTE é uma rubrica que se pretende fundamentalmente subjectiva. Um espaço simples que tem sempre por base a região, a sua história, a sua cultura e as suas gentes. Um espaço franco onde os sentires sem barreiras e os estados de alma pura podem ser vertidos a qualquer momento.O responsável por esta rubrica escreve esporadicamente.
Publicado quinta-feira, janeiro 10, 2013 | Por: António Luís Pereira
Que é feito do nosso sonho e das tuas palavras de futuro? Prometeste já mais deixar vingar a erva daninha no teu campo de rosas bordejado de cravos, e agora é o que se vê!
Tudo está seco e árido e os sonhos mirrados e os teus olhos tristes e as crianças sisudas. É assim o meu país de eternas promessas e gente boa que não merece esta dor. E eu a perguntar-te pelo sonho e pelas promessas que a nós mesmos fazíamos quando vertíamos o vinho num minúsculo rectângulo de poesia.
“Aqui está o meu sonho, quero oferecer-to”, dizias-me, e depois enrolavas os teus cabelos nos meus olhos espantados. E eu prometia-te a protecção eterna e o nosso amor vivido em liberdade!
Depois saíamos à rua para aspirar os rostos que connosco gritavam a justiça desejada. E se fosse preciso incendiávamos o corpo num clamor de revolta. E tínhamos a certeza do futuro e da utilidade da nossa luta.
Pelo sonho é que íamos ao encanto da paixão, e éramos felizes no nosso país livre, onde gastávamos escudos em vinho, sandes e sopas que saciavam uma fome ainda jovem.
Que nos aconteceu então, meu amor? Porque deixamos secar o nosso campo de rosas bordejado de cravos? Porque deixamos crescer a erva daninha em redor do nosso coração? Porque deixamos que o nosso país se transformasse nesta miséria cinzenta onde imperam inescrupulosos verdugos? Porque te esqueci? Porque me esqueceste?
Talvez já seja tarde, mas não desistas. Sonha, luta, age, ama!
E não duvides, e não vaciles, porque enquanto eu viver terás para ti esta ilha de liberdade.
Tudo está seco e árido e os sonhos mirrados e os teus olhos tristes e as crianças sisudas. É assim o meu país de eternas promessas e gente boa que não merece esta dor. E eu a perguntar-te pelo sonho e pelas promessas que a nós mesmos fazíamos quando vertíamos o vinho num minúsculo rectângulo de poesia.
“Aqui está o meu sonho, quero oferecer-to”, dizias-me, e depois enrolavas os teus cabelos nos meus olhos espantados. E eu prometia-te a protecção eterna e o nosso amor vivido em liberdade!
Depois saíamos à rua para aspirar os rostos que connosco gritavam a justiça desejada. E se fosse preciso incendiávamos o corpo num clamor de revolta. E tínhamos a certeza do futuro e da utilidade da nossa luta.
Pelo sonho é que íamos ao encanto da paixão, e éramos felizes no nosso país livre, onde gastávamos escudos em vinho, sandes e sopas que saciavam uma fome ainda jovem.
Que nos aconteceu então, meu amor? Porque deixamos secar o nosso campo de rosas bordejado de cravos? Porque deixamos crescer a erva daninha em redor do nosso coração? Porque deixamos que o nosso país se transformasse nesta miséria cinzenta onde imperam inescrupulosos verdugos? Porque te esqueci? Porque me esqueceste?
Talvez já seja tarde, mas não desistas. Sonha, luta, age, ama!
E não duvides, e não vaciles, porque enquanto eu viver terás para ti esta ilha de liberdade.

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